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O
método ABC foi desenvolvido com o objectivo de responder a uma problemática recente mas que
hoje todas as
empresas enfrentam. Os sistemas de custeio tradicionais desenvolveram-se
para servir entidades externas à
organização (credores, investidores, estado,...), e não respondem aos actuais
requisitos do controlo de gestão. Esta área necessita de ferramentas
fidedignas de análise e avaliação da performance da organização.
Os
sistemas tradicionais revelaram-se inadequados à gestão interna da organização,
pois detectaram-se
neles duas importantes falhas:
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Incapacidade para apresentar os custos dos produtos com um elevado grau
de fiabilidade, e
-
Incapacidade em fornecer à gestão um
"feedback" adequado ao controlo das
operações empresariais.
Como
resultado, foi-se verificando que em muitas empresas eram tomadas decisões de venda
de produtos com base em informações inadequadas sobre preços, “mix” de
produtos e processos de fabrico.
Os
sistemas tradicionais de custeio focam-se no produto. Os custos são atribuídos
directamente aos produtos pressupondo-se que cada produto consome recursos na
proporção directa do seu volume de produção. Desta forma, atributos de volume, como
o número de horas de trabalho directo, de utilização de máquina ou o custo
das matérias primas são os factores (“drivers”) utilizados para a repartição
dos custos administrativos (ou de “overhead”).
No
entanto, estes factores não têm em conta a diversidade de produtos, quer em
termos de forma, quer em termos de qualidade, não mostrando também uma relação
directa entre o volume de produção e o custo dos consumos efectuados.
Contrariamente,
o modelo ABC foca-se nas actividades que compõem o processo de
"fabrico". Os
custos são atribuídos aos produtos a partir das actividades, com base nos
consumo dessas mesmas actividades durante o processo produtivo. Desta forma, atributos das
actividades, como os seus tempos de
“setup”, o número de vezes que são realizadas, etc., são utilizados como
factores (“drivers”) na repartição dos custos administrativos.
Com
a evolução na qualidade das ferramentas que permitem medir actividades, o método ABC reforça
a sua capacidade de análise das operações, assim como de ”reporting” dos
custos efectivos dos produtos.
Uma
outra distinção importante entre os métodos de custeio tradicionais e o método
ABC encontra-se no âmbito operacional. Os métodos tradicionais preocupam-se
preferencialmente com a valorização dos inventários, o que considera unicamente os custos de fabricação. A metodologia ABC considera que todas
as actividades realizadas na empresa existem para apoiar a produção e
distribuição de bens e serviços, e portanto, devem ser integralmente
consideradas nos custos dos produtos. Os seguintes tipos de custos encontram-se
nesta situação:
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Logísticos,
-
Produção,
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Vendas e Marketing,
-
Serviço ao Cliente,
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Tecnológicos,
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Financeiros,
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Administrativos,
-
Distribuição,
-
Sistemas de Informação.
Os
sistemas convencionais de controlo de gestão só consideram os custos como
variáveis, quando sofrem modificações resultantes de flutuações na produção.
O sistema ABC considera que muitas e importantes categorias de custos variam com
as flutuações de curto prazo na produção mas também com modificações de
longo prazo no desenho do produto, no “mix” de produtos oferecidos e nos
desejos dos clientes. Estes custos de complexidade
devem ser correctamente identificados e afectos aos produtos.
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