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 Fig.
2 - "Ligação ao Conhecimento" |
Os seus empregados despendem mais tempo à
procura de informação, do que a utilizá-la para tomar decisões
fundamentadas?
Existem vários departamentos a classificar,
guardar e distribuir conhecimento e conteúdos de forma completamente ad hoc?
Existem processos
diferentes nos vários departamentos para identificar, recolher, validar e extrair
informação ?
Gasta mais de 15 minutos para encontrar um
relatório que apresente as vendas do primeiro trimestre do ano passado?
Se responder a qualquer uma destas questões de
forma positiva, então a sua organização pode estar a sofrer os efeitos de
deter conteúdos desorganizados e sem estruturação definida.
A maior parte das organizações têm muita da informação que
necessitam, mas enfrentam enormes desafios quanto surge a necessidade de a
classificar e arquivar de forma padronizada e que permita a sua fácil
exploração pelo utilizador final.
Ainda que existam tecnologias que facilitem
o desenvolvimento e troca de conhecimento dentro da organização, a sua
utilização depende grandemente do conteúdo criado e partilhado. A
implementação com sucesso de um sistema de Optimização do Conhecimento,
inclui também a padronização de processos que, não só aumentem a
eficiência da recolha e gestão da informação, mas que também a tornem
facilmente acessível aos utilizadores finais.
No entanto, apesar de a cada minuto uma organização receber
enormes quantidades de dados, nem todos estes dados são captados, e muito menos
se transformam em informação. Por outro lado, muita da informação gerada no
passado encontra-se arquivada utilizando sistemas arcaicos e que não facilitam
em nada a sua exploração. Para além disto, muita da informação mantida não se
encontra actualizada, muitas vezes está mesmo errada (ver Data Quality), não
representando correctamente, quer as interacções ao nível da empresa, quer as
interacções com o seu exterior. Mais ainda, existe muita informação, mas
pouco conhecimento, pois as decisões tomadas no passado e o seu contexto não
foram guardadas de forma adequada à sua utilização futura.
Sendo a Optimização do Conhecimento uma prática bastante vais
vasta do que a mais conhecida Gestão de Conhecimento, ela é também mais
complexa. A Gestão de Conhecimento têm-se concentrado muito na implementação
de tecnologias que efectuam uma estruturação e disponibilização de
informação ao nível da Empresa. A Optimização do Conhecimento integra a
Gestão do Conhecimento, mas é mais vasta, pois procura promover também a
formação, quer no método tradicional, quer através de actividades de "e-learning".
Mas, mais importante ainda, procura gerir a mudança.
Para a resolução de muita da problemática anteriormente
apresentada, as empresas lançam projectos de Gestão do Conhecimento, onde a
vertente tecnológica é a consideração principal. No entanto, ainda que o
conhecimento possa residir em máquinas, ele só pode ser utilizado por pessoas.
São estas pessoas que influenciam decisivamente a qualidade de implementação
de qualquer projecto, e mais ainda de um projecto de Conhecimento onde, quem
não se sentir identificado nem contente com os novos processos, não vai
"adquirir" o sistema e irá colocar em risco a validade e oportunidade de
todo o investimento.
Um novo sistema implica mudança. Esta exige das pessoas
maleabilidade, interesse e capacidade para a assumir. Mas a mudança também
exige novos sistemas e, se estes não forem implementados por algumas empresas,
serão implementados por outras. Só as que puderem decidir mais rapidamente e
fundamentadamente, poderão sobreviver nesta era de mudança contínua.
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