IT Governance – Gestão da Informação
in
ComputerWorld, 6 de Novembro de 2003
A Gestão da Informação, desde sempre considerada como um factor alavancador da
estratégia empresarial, deve agora ser considerada como parte integrante dessa
mesma estratégia.
A concorrência
global é um facto. Hoje, as organizações não param de se re-estruturar na
tentativa de optimizarem a sua operação e ao mesmo tempo usufruírem das
vantagens competitivas proporcionadas pelos avanços nas Tecnologias de
Informação. A implementação de conceitos como: Reengenharia de processos, “right-sizing”,
“outsourcing”, “empowerment”, organizações “magras” e processamento distribuído,
representam mudanças com impactos significativos na operação de qualquer
organização. Estas mudanças têm ocasionado mesmo profundas modificações nas suas
estruturas de Gestão e Controlo Operacional.
A ênfase na
criação de vantagens competitivas e na eficiência em termos de custos, têm
concorrido para o cada vez maior protagonismo das tecnologias de informação na
execução da estratégia das organizações. A automação de funções de negócio está,
pela sua própria natureza, a obrigar à introdução de poderosos mecanismos de
controlo dos PCs e Redes, tanto ao nível do hardware como do software. Para além
disso, verifica-se que as características fundamentais destes controlos estão a
evoluir ao mesmo ritmo que as tecnologias de computação e de telecomunicações.
Neste ambiente de
mudança acelerada, se os directores de informática, especialistas em sistemas de
informação e auditores querem continuar a representar eficazmente os seus
papéis, os seus conhecimentos e competências também têm de evoluir rapidamente.
É preciso que se mantenham actualizados em relação às “tecnologias dos
controlos” e à sua natureza mutante.
Para se atingir o
sucesso na actual Economia da Informação, a Gestão Empresarial (“Enterprise
Governance”) e a Gestão da Informação (“IT Governance”) não podem mais ser
disciplinas separadas. Uma Gestão empresarial efectiva potencía a focagem das
competências e experiências individuais e de grupo nos pontos em que estas podem
ser mais produtivas, mede e monitoriza o desempenho, e toma decisões sobre
situações críticas. A Gestão da Informação, desde sempre considerada como um
factor alavancador da estratégia empresarial, deve agora ser considerada como
parte integrante dessa mesma estratégia.
A Gestão de
Informação fornece a estrutura que permite interligar Processos e Recursos de
TI com a informação crítica sobre as estratégias e objectivos da organização.
Uma eficaz Gestão de Informação permite integrar e institucionalizar de forma
óptima componentes como: Planeamento e Organização, Aquisição e Implementação,
Entrega e Manutenção, e Monitorização do Desempenho das TIs.
As organizações
são geridas por boas (ou “melhores”) práticas, que permitam assegurar que a
organização atinge os seus objectivos – garantidos pela existência de certos
controlos. A partir destes objectivos são traçadas as actividades a realizar
pela utilização dos recursos da organização. Os resultados dessas actividades
são medidos e reportados, proporcionando o input para a constante revisão e
manutenção dos controlos, e para o recomeço do ciclo.
A Gestão de
Informação também deve ser “governada” por boas (ou “melhores”) práticas, que
assegurem que a informação da organização e tecnologias relacionadas apoiem a
concretização dos seus objectivos, que os seus recursos sejam geridos
responsavelmente e que os riscos sejam avaliados de forma apropriada.
Desta forma, uma
Gestão da Informação moderna é parte integrante do sucesso ou insucesso da
Gestão Empresarial, ao assegurar medições eficientes e eficazes de todos os
processos organizacionais. Uma Gestão da Informação moderna permite que a
organização possa usufruir de toda a sua informação, maximizando os seus
benefícios, capitalizando nas oportunidades e adquirindo vantagens competitivas.
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